EP - O Espectador do Tempo

by Burning Universe

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released July 1, 2013

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Burning Universe Campo Grande, Brazil

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Track Name: Serial Devaneio
Estive a dançar com a bomba atômica
Para sentir o sabor do que é real
Nossos passos desintegravam almas
No assoalho da humanidade.

Estive beijando uma metralhadora
No intuito de conhecer a morte.
Mas, em minha garganta estava a vida
Sussurrando um desejo de sorte.

Acordei!
O terror foi passageiro
Porém...
Em meu lençol há sangue
E não sei de onde veio

Tentei acreditar que era verdade
Limpando lágrimas e sorrindo
Mas, o sorriso era de plástico
E o inferno fui sentindo

Deslumbrante e desconhecido!
É único!
Dentre verdades convictas é único!
Para as dúvidas abrigo.

E o inferno fui sentindo
Track Name: O Espectador do Tempo
E eu não pude acreditar
No que meus olhos estavam a enxergar
Te ver afogar ...
Te ver sozinho a enfrentar

A escuridão se aproximou

Te vendo não querer mais lutar
Vendo que aceitou perder
Vendo que perdeu a esperança

Você não quis ouvir ninguém
E o tempo insistiu em passar
Sem você perceber
Que a doença tomou conta de você
E é cada vez mais difícil levantar
E vejo em seu semblante ainda há vontade de chorar

Queria tanto poder ajudar
E insiste em não querer...
Track Name: Olhos Mutilados
Nasce mais um feto morto
Sangue frio
Sombra sobre os olhos
Derrama-se o vermelho sobre a cruz
Carne viva dentre os dedos
Necrose mutila a alma
Necrose mutila a alma
Necrose mutila a alma

Nasce mais um feto morto
Pois então beije o chão
Olhe para os lados e veja a morte
Abrace,abrace, sinta
Viva mais uma rotina que se vai
Por que se vai?
A angústia que transpira e seca

Nasce mais um feto morto
Cortes no espelho
Banho quente na pele fria
Contraste
Amarga verdade abre a janela
A carne arde na chuva ácida
Beijos longos na tempestade

Nasce mais um feto morto
E não me digas que vai mudar
A repetição marca o inferno
A neve anuncia o inverno
Teus olhos chamam a decepção
Frustração
Desejo rasgado de novo
Dor
Nasce mais um feto morto
Morre mais uma alma viva
Águas vivas depredam os sorrisos
Pois bem, deixe estar
Dias por dias
São eles todos iguais
Que venha então a lua cheia
E mais um beijo no rosto da solidão
Nasce mais um feto morto
E a noite vai durar mais um pouco
Esqueci os olhos no banheiro
Tento adormecer nas trevas
Maldito príncipe da noite
Escreve por fim
Mais um tecido morto
Chorando sangue na sarjeta imunda